Minha máscara é boa. Não posso negar. Como ainda consegui esboçar um sorriso, me pergunto... Está tudo bem? Não, não está. Me encontro apático. Sem expressão. Vida em ondas: um dia na crista, outro dia no vale. Minhas pernas pesam e sinto frio em meu peito. Algo estranho. O frio vem de dentro para fora. Intenso, descontrolado, louco e doente esse tal de amor. Não chorei. Não consegui. Vontade não faltou, mas não deu.
O dia está lindo hoje, não acha? Com suas nuvens, com seu vento pálido, com as ruas num tom mais escuro. Sinto que estou na minha melhor fase para escrever, com minhas letras manchadas de sangue, minhas frases exalando sofrimento em cada ponto e virgula, com minha amargura estampada em cada conclusão.
Quem ama sofre, eu ouvi uma vez.
E completo: quando se está junto, quando se está só, a todo instante. Intensamente.
Mas, pensemos bem:
"Vamos beber as cervejas bem geladas,
pois a vida ainda é bela.
Preto, branco e cinza também são cores,
e a esperança é verde.
Quem sabe um dia ainda não tomamos um café,
não sentimos falta um do outro,
e não somos felizes?"
Um dia.
Mas, pensemos bem:
"Vamos beber as cervejas bem geladas,
pois a vida ainda é bela.
Preto, branco e cinza também são cores,
e a esperança é verde.
Quem sabe um dia ainda não tomamos um café,
não sentimos falta um do outro,
e não somos felizes?"
Um dia.
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